O artigo analisa os impactos da Inteligência Artificial (IA) na atividade judicial, examinando as oportunidades e os desafios críticos decorrentes do uso de sistemas algorítmicos nos processos de tomada de decisão. Após reconstruir as origens teóricas da justiça preditiva e as razões do crescente interesse por instrumentos capazes de reduzir a incerteza jurídica e a sobrecarga dos tribunais, o artigo explora os principais campos de aplicação da IA nos sistemas judiciais – desde a pesquisa de jurisprudência até os mecanismos de resolução alternativa de conflitos, desde a avaliação de riscos até a redação assistida de documentos –, ao mesmo tempo em que destaca as limitações estruturais dos algoritmos. Por meio da análise de casos exemplares, são evidenciados os riscos associados à opacidade dos modelos, aos vieses discriminatórios e à possível violação dos princípios do devido processo legal, da transparência e da igualdade de armas. O artigo enfatiza a necessidade de garantir a qualidade e a acessibilidade dos dados, a verificabilidade dos procedimentos decisórios e a preservação da independência do juiz, a fim de evitar formas de determinismo tecnológico e de conformismo jurisprudencial. A parte final examina o marco regulatório, em particular o papel do RGPD e as novas iniciativas regulatórias europeias, delineando perspetivas para uma governança responsável da IA que assegure o respeito aos direitos fundamentais e a coerência do sistema judicial.

The paper analyzes the impact of artificial intelligence (AI) on judicial activity, examining opportunities and critical issues arising from the use of algorithmic systems in decision-making processes. After reconstructing the theoretical origins of predictive justice and the reasons for the growing interest in tools capable of reducing legal uncertainty and the judicial backlog, the article explores the main applications of AI in judicial systems – from case law research to alternative dispute resolution, from risk assessment to assisted drafting of documents – while highlighting the structural limitations of algorithms. Through the analysis of emblematic cases, the risks associated with the opacity of the models, discriminatory biases and the possible compromise of the principles of due process, transparency and equality of arms are highlighted. The article argues for the need to ensure the quality and accessibility of data, the verifiability of decision-making procedures and the preservation of the autonomy of the judge, to avoid forms of technological determinism and jurisprudential conformism. The final part examines the regulatory framework, in particular the role of the GDPR and new European regulatory initiatives, outlining prospects for an AI-responsible government that ensures respect for fundamental rights and the coherence of the judicial system.

L’articolo analizza l’impatto dell’Intelligenza Artificiale (IA) sull’attività giudiziaria, esaminando le opportunità e le sfide critiche derivanti dall’uso di sistemi algoritmici nei processi decisionali. Dopo aver ricostruito le origini teoriche della giustizia predittiva e le ragioni del crescente interesse per strumenti capaci di ridurre l’incertezza giuridica e il sovraccarico dei tribunali, l’articolo esplora i principali ambiti di applicazione dell’IA nei sistemi giudiziari – dalla ricerca giurisprudenziale ai meccanismi di risoluzione alternativa delle controversie, dalla valutazione del rischio alla redazione assistita di documenti –, mettendo al contempo in evidenza i limiti strutturali degli algoritmi. Attraverso l’analisi di casi esemplari, vengono evidenziati i rischi associati all’opacità dei modelli, ai bias discriminatori e alla possibile violazione dei principi del giusto processo, della trasparenza e della parità delle armi. L’articolo sottolinea la necessità di garantire la qualità e l’accessibilità dei dati, la verificabilità delle procedure decisionali e la salvaguardia dell’indipendenza del giudice, al fine di evitare forme di determinismo tecnologico e di conformismo giurisprudenziale. La parte finale esamina il quadro regolatorio, in particolare il ruolo del RGPD e le nuove iniziative regolatorie europee, delineando prospettive per una governance responsabile dell’IA che assicuri il rispetto dei diritti fondamentali e la coerenza del sistema giudiziario.

D'Andrea, A. (2026). Judiciary, Artificial Intelligence and Human Rights. AI LAW(1), 53-68.

Judiciary, Artificial Intelligence and Human Rights

D'ANDREA ANTONELLA
2026-01-01

Abstract

The paper analyzes the impact of artificial intelligence (AI) on judicial activity, examining opportunities and critical issues arising from the use of algorithmic systems in decision-making processes. After reconstructing the theoretical origins of predictive justice and the reasons for the growing interest in tools capable of reducing legal uncertainty and the judicial backlog, the article explores the main applications of AI in judicial systems – from case law research to alternative dispute resolution, from risk assessment to assisted drafting of documents – while highlighting the structural limitations of algorithms. Through the analysis of emblematic cases, the risks associated with the opacity of the models, discriminatory biases and the possible compromise of the principles of due process, transparency and equality of arms are highlighted. The article argues for the need to ensure the quality and accessibility of data, the verifiability of decision-making procedures and the preservation of the autonomy of the judge, to avoid forms of technological determinism and jurisprudential conformism. The final part examines the regulatory framework, in particular the role of the GDPR and new European regulatory initiatives, outlining prospects for an AI-responsible government that ensures respect for fundamental rights and the coherence of the judicial system.
gen-2026
Pubblicato
Rilevanza internazionale
Articolo
Esperti anonimi
Settore IUS/07
Settore GIUR-04/A - Diritto del lavoro
English
O artigo analisa os impactos da Inteligência Artificial (IA) na atividade judicial, examinando as oportunidades e os desafios críticos decorrentes do uso de sistemas algorítmicos nos processos de tomada de decisão. Após reconstruir as origens teóricas da justiça preditiva e as razões do crescente interesse por instrumentos capazes de reduzir a incerteza jurídica e a sobrecarga dos tribunais, o artigo explora os principais campos de aplicação da IA nos sistemas judiciais – desde a pesquisa de jurisprudência até os mecanismos de resolução alternativa de conflitos, desde a avaliação de riscos até a redação assistida de documentos –, ao mesmo tempo em que destaca as limitações estruturais dos algoritmos. Por meio da análise de casos exemplares, são evidenciados os riscos associados à opacidade dos modelos, aos vieses discriminatórios e à possível violação dos princípios do devido processo legal, da transparência e da igualdade de armas. O artigo enfatiza a necessidade de garantir a qualidade e a acessibilidade dos dados, a verificabilidade dos procedimentos decisórios e a preservação da independência do juiz, a fim de evitar formas de determinismo tecnológico e de conformismo jurisprudencial. A parte final examina o marco regulatório, em particular o papel do RGPD e as novas iniciativas regulatórias europeias, delineando perspetivas para uma governança responsável da IA que assegure o respeito aos direitos fundamentais e a coerência do sistema judicial.
L’articolo analizza l’impatto dell’Intelligenza Artificiale (IA) sull’attività giudiziaria, esaminando le opportunità e le sfide critiche derivanti dall’uso di sistemi algoritmici nei processi decisionali. Dopo aver ricostruito le origini teoriche della giustizia predittiva e le ragioni del crescente interesse per strumenti capaci di ridurre l’incertezza giuridica e il sovraccarico dei tribunali, l’articolo esplora i principali ambiti di applicazione dell’IA nei sistemi giudiziari – dalla ricerca giurisprudenziale ai meccanismi di risoluzione alternativa delle controversie, dalla valutazione del rischio alla redazione assistita di documenti –, mettendo al contempo in evidenza i limiti strutturali degli algoritmi. Attraverso l’analisi di casi esemplari, vengono evidenziati i rischi associati all’opacità dei modelli, ai bias discriminatori e alla possibile violazione dei principi del giusto processo, della trasparenza e della parità delle armi. L’articolo sottolinea la necessità di garantire la qualità e l’accessibilità dei dati, la verificabilità delle procedure decisionali e la salvaguardia dell’indipendenza del giudice, al fine di evitare forme di determinismo tecnologico e di conformismo giurisprudenziale. La parte finale esamina il quadro regolatorio, in particolare il ruolo del RGPD e le nuove iniziative regolatorie europee, delineando prospettive per una governance responsabile dell’IA che assicuri il rispetto dei diritti fondamentali e la coerenza del sistema giudiziario.
L’article analyse l’impact de l’intelligence artificielle (IA) sur l’activité judiciaire, en examinant les opportunités et les enjeux critiques découlant de l’utilisation de systèmes algorithmiques dans les processus de prise de décision. Après avoir reconstitué les origines théoriques de la justice prédictive et les raisons de l’intérêt croissant pour des outils capables de réduire l’incertitude juridique et l’engorgement des juridictions, l’article explore les principales applications de l’IA dans les systèmes judiciaires – de la recherche de jurisprudence aux mécanismes de règlement alternatif des différends, de l’évaluation des risques à la rédaction assistée de documents – tout en mettant en évidence les limites structurelles des algorithmes. À travers l’analyse de cas emblématiques, sont mis en lumière les risques liés à l’opacité des modèles, aux biais discriminatoires et à l’atteinte possible aux principes du procès équitable, de la transparence et de l’égalité des armes. L’article soutient la nécessité de garantir la qualité et l’accessibilité des données, la vérifiabilité des procédures décisionnelles et la préservation de l’autonomie du juge, afin d’éviter des formes de déterminisme technologique et de conformisme jurisprudentiel. La dernière partie examine le cadre réglementaire, en particulier le rôle du RGPD et les nouvelles initiatives réglementaires européennes, en esquissant des perspectives pour une gouvernance responsable de l’IA garantissant le respect des droits fondamentaux et la cohérence du système judiciaire.
Der Beitrag analysiert die Auswirkungen der Künstlichen Intelligenz (KI) auf die richterliche Tätigkeit und untersucht die Chancen sowie die kritischen Herausforderungen, die sich aus dem Einsatz algorithmischer Systeme in Entscheidungsprozessen ergeben. Nach einer Rekonstruktion der theoretischen Ursprünge der prädiktiven Justiz und der Gründe für das wachsende Interesse an Instrumenten, die geeignet sind, Rechtsunsicherheit und die Überlastung der Gerichte zu verringern, beleuchtet der Artikel die wichtigsten Anwendungsfelder der KI in Justizsystemen – von der Rechtsprechungsrecherche über alternative Streitbeilegungsmechanismen bis hin zur Risikobewertung und zur unterstützten Erstellung von Dokumenten – und hebt zugleich die strukturellen Grenzen von Algorithmen hervor. Anhand der Analyse exemplarischer Fälle werden die Risiken aufgezeigt, die mit der Intransparenz der Modelle, diskriminierenden Verzerrungen (Bias) sowie einer möglichen Beeinträchtigung der Grundsätze des fairen Verfahrens, der Transparenz und der Waffengleichheit verbunden sind. Der Beitrag betont die Notwendigkeit, die Qualität und Zugänglichkeit der Daten, die Überprüfbarkeit der Entscheidungsverfahren sowie die Wahrung der richterlichen Unabhängigkeit sicherzustellen, um Formen technologischen Determinismus und jurisprudenziellen Konformismus zu vermeiden. Der letzte Teil untersucht den Regulierungsrahmen, insbesondere die Rolle der DSGVO und neuer europäischer Regulierungsinitiativen, und skizziert Perspektiven für eine verantwortungsvolle Governance der KI, die die Achtung der Grundrechte und die Kohärenz des Justizsystems gewährleistet.
El trabajo analiza el impacto de la inteligencia artificial (IA) en la actividad judicial, examinando las oportunidades y las cuestiones críticas derivadas del uso de sistemas algorítmicos en los procesos de toma de decisiones. Tras reconstruir los orígenes teóricos de la justicia predictiva y las razones del creciente interés por herramientas capaces de reducir la incertidumbre jurídica y la sobrecarga de los órganos judiciales, el artículo explora las principales aplicaciones de la IA en los sistemas judiciales – desde la búsqueda de jurisprudencia hasta los mecanismos de resolución alternativa de conflictos, desde la evaluación del riesgo hasta la redacción asistida de documentos –, poniendo de relieve al mismo tiempo las limitaciones estructurales de los algoritmos. Mediante el análisis de casos emblemáticos, se destacan los riesgos asociados a la opacidad de los modelos, los sesgos discriminatorios y la posible afectación de los principios del debido proceso, la transparencia y la igualdad de armas. El artículo sostiene la necesidad de garantizar la calidad y la accesibilidad de los datos, la verificabilidad de los procedimientos decisorios y la preservación de la autonomía del juez, para evitar formas de determinismo tecnológico y de conformismo jurisprudencial. La parte final examina el marco regulatorio, en particular el papel del RGPD y las nuevas iniciativas regulatorias europeas, esbozando perspectivas para un gobierno responsable de la IA que garantice el respeto de los derechos fundamentales y la coherencia del sistema judicial.
Inteligência artificial (IA); Tomada de decisão judicial; Justiça preditiva; Vieses algorítmicos; Direitos fundamentais.
Artificial Intelligence (AI); Judicial Decision-Making; Algorithmic Bias; Fundamental Rights; Predictive Justice.
Intelligenza artificiale (IA); Decisione giudiziaria; Giustizia predittiva; Pregiudizi algoritmici; Diritti fondamentali.
Intelligence artificielle (IA); Prise de décision judiciaire; Justice prédictive; Biais algorithmiques; Droits fondamentaux.
Künstliche Intelligenz (KI); Richterliche Entscheidungsfindung; Prädiktive Justiz; Algorithmische Verzerrungen; Grundrechte.
Inteligencia artificial (IA); Toma de decisiones judiciales; Justicia predictiva; Sesgos algorítmicos; Derechos fundamentales.
https://urldefense.com/v3/__https://www.reviewofailaw.com/Article/Archive/index_html?ida=31&idn=6&idi=-1&idu=-1__;!!O5Bi4QcV!HRS7mA-j2NZVI0igRkOUpXUBQAKckqlnt8dcF53scsvYlBigmmawpPsypiBRxpVQqLuCH4VfM6sQKUhqW9SLR38Wqfw$
D'Andrea, A. (2026). Judiciary, Artificial Intelligence and Human Rights. AI LAW(1), 53-68.
D'Andrea, A
Articolo su rivista
File in questo prodotto:
File Dimensione Formato  
D_Andrea AI Law.pdf

accesso aperto

Tipologia: Versione Editoriale (PDF)
Licenza: Creative commons
Dimensione 421.19 kB
Formato Adobe PDF
421.19 kB Adobe PDF Visualizza/Apri

I documenti in IRIS sono protetti da copyright e tutti i diritti sono riservati, salvo diversa indicazione.

Utilizza questo identificativo per citare o creare un link a questo documento: https://hdl.handle.net/2108/448724
Citazioni
  • ???jsp.display-item.citation.pmc??? ND
  • Scopus ND
  • ???jsp.display-item.citation.isi??? ND
social impact